quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ministro da Defesa de Israel afirma que "centenas de jihadistas" estão prontos para atacar alvos na Europa

Ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya'alon, afirmou em coletiva de imprensa que há "centenas de soldados jihadistas prontos para novos ataques contra a Europa"
Imagem: Michal Cizek / AFP / Getty / Breitbart
Moshe Ya'alon, Ministro da Defesa do Estado de Israel, afirmou em conferência de imprensa concedida ontem que "há centenas de jihadistas prontos para desferirem ataques contra o território europeu" - a notícia reforça as alegações do comandante da OTAN na Europa, Mark Breedlove, e do chefe de uma das principais forças de segurança da Alemanha, Hans-George Maassen, sobre a infiltração de militantes extremistas na Europa e sobre os riscos de novos ataques. A notícia sobre as declarações do ministro de Estado foi publicada hoje pelo site jornalístico norte-americano Breitbart.

Conforme o portal, Ya'alon teria dito que "a Europa está inundada com centenas de soldados de organizações jihadistas, que estão prontos para o início de atentados. Em uma coletiva de imprensa feita em conjunto com seu colega polonês Antoni Macierewicz, que realizou visita oficial a Israel, Moshe Ya'alon afirmou que 'o que foi visto em Paris e Bruxelas é apenas o começo do problema, e os esforços para a continuação dos ataques terroristas contra a Europa irão continuar".

De acordo com o site de notícias, "Ya'alon e Macierewicz discutiram a situação da segurança no Oriente Médio e como os conflitos na região estão afetando o continente europeu - os ministros de Estado também abordaram iniciativas de cooperação em segurança e contraterrorismo entre os governos de Israel e da Polônia". O país da Europa Oriental liderado por Andrzej Duda foi um dos poucos países no bloco que não adotaram incondicionalmente as políticas impostas por Angela Merkel para imigração indiscriminada - Polônia, Hungria, Eslovênia e outras nações do leste decidiram por limitar a entrada dos refugiados, como medida de prevenção de ações terroristas como as realizadas por agentes do Estado Islâmico infiltrados durante a atual crise migratória. O governo polonês - e a população simpática às políticas de controle da entrada de imigrantes - foi acusado de "racista" pela imprensa internacional, em razão do alinhamento com o bloco de Viktor Orbán.

Ya'lon disse a Macierewicz, na conferência, que "a cooperação entre Israel e a Polônia irá beneficiar os dois países. Israel, infelizmente, foi um Estado forçado a aprender a lutar contra movimentos terroristas, através da experiência, mas o país está disposto a compartilhar com as forças de segurança da Polônia a tecnologia e a conhecimento desenvolvido ao longo de décadas de ameaças [vindas de organizações antissemitas como o Fatah, o Hezbollah e o Hamas]".

Sobre a guerra na Síria, Moshe Ya'alon afirmou que "não há esperanças de que haja estabilidade ou um fim para o conflito, em um período de tempo curto. Na guerra [entre as forças do ditador Bashar al-Assad e as tropas do movimento terrorista Estado Islâmico e outros grupos rebeldes], há inúmeros interesses em conflito e muitos atores disputando o poder. Alguns desses atores, como os movimentos jihadistas, estão determinados a permanecer em combate".

Nesta quinta-feira, forças de segurança de Israel e de outros países reforçaram as medidas de prevenção a ações de extremistas em aeroportos, atrações turísticas e portos nos quais cruzeiros israelenses estão fazendo paradas, em  decorrência da proximidade de um feriado religioso judaico. A população de origem israelita também foi avisada sobre o risco de ataques contra a população judaica na Turquia, na qual as forças de segurança de Israel acreditam que deverão ocorrer ataques de organizações jihadistas contra sinagogas, em especial nas localizadas em grandes cidades como Ankara e Istambul.

No dia 3 de março, os portais de notícias CNS News e Pamela Geller divulgaram pronunciamento do comandante supremo das forças da OTAN na Europa, o general Mark Breedlove, a respeito da atuação do ISIS no continente - para o militar, "a influência do Estado Islâmico está se espalhando como um câncer entre a população de refugiados". No dia 5 de fevereiro, Hans-George Maassen, chefe da agência de segurança estatal alemã BfV, afirmou que recebeu pessoalmente "mais de cem informações sobre militantes do ISIS" infiltrados no país.

Vídeo - general da OTAN fala sobre expansão da militância do ISIS na Europa:



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