quinta-feira, 31 de agosto de 2017

FBI afirma que "não há interesse público em liberar informações sobre os emails de Hillary Clinton"

Pressão popular foi demonstrada através de petição no site oficial da Casa Branca, após o FBI - órgão de inteligência dos Estados Unidos - ter declarado, através de um de seus funcionários, que "não há interesse na divulgação dos dados sobre os emails deletados de Hillary Clinton". A ex-vice presidente foi acusada de apagar emails oficiais durante seu exercício - a lei dos EUA obriga integrantes de cargos centrais do Executivo a manter o registro todas as suas comunicações pessoais. A notícia sobre a declaração do FBI e a petição contra Hillary foi publicada ontem no site de notícias World Net Daily.

Conforme a reportagem do WND, "o FBI argumenta que não divulga a íntegra dos emails de Hillary Clinton porque não há interesse público o suficiente para isso. A petição foi iniciada por um advogado que afirma ser necessário punir Clinton pelo delito [de apagar suas comunicações oficiais, prática que é proibida pela lei americana para a Vice-Presidência].O chefe da seção de registros do FBI, David M. Hardy, afirma que 'não há evidências de interesse público' no tema", o que tornaria desnecessária a divulgação integral das comunicações.

O portal de notícias acrescenta que, segundo os criadores da petição, "o objetivo da iniciativa é demonstrar ao Executivo que há interesse público o bastante para a revelação integral dos arquivos do FBI sobre o caso. Hillary Clinton foi protegida pela procuradora-geral Loretta Lynch e pelo diretor do FBI, James Comey, durante a investigação sobre o desaparecimento dos emails. O presidente Donald Trump deve pressionar o FBI para abrir todos os arquivos sobre essa investigação".

De acordo com críticos da última administração, os emails faziam referência à atuação do governo Obama em países como a Síria e a Líbia, em conflitos nos quais cidadãos americanos foram mortos por integrantes de milícias salafistas. O último governo foi acusado de colaboração com organizações fundamentalistas como o ISIS, e rebeldes líbios (que seriam responsáveis pela morte de funcionários do governo dos EUA). As ações do governo Obama na Líbia teriam promovido a expansão do grupo Estado Islâmico no norte da África.

Mais sobre o tema - reportagem do canal RT sobre os emails de Hillary Clinton e a intervenção do governo Obama na Líbia:



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