sábado, 21 de abril de 2018

Senador americano acusa Facebook de censura contra conservadores

Ted Cruz, senador americano do Partido Republicano, acusou a rede social Facebook de promover censura contra usuários conservadores. Cruz sugeriu que a plataforma remove conteúdos contrários ao aborto, remove postagens que sejam favoráveis a políticos de direita - incluindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - e também limita a divulgação de páginas católicas. O senador fez as críticas diretamente ao dono do Facebook, Mark Zuckerberg, durante as sessões conduzidas pelo Congresso dos EUA no início deste mês para discutir a influência da rede social e da Rússia nas últimas eleições americanas.

Ted Cruz afirma que "houve inúmeras ocasiões onde o Facebook promoveu a censura política. Em maio de 2016 um artigo indicou que o Facebook havia, de forma proposital e rotineira, suprimido textos conservadores dos feeds das notícias mais populares ['trending news']. As notícias removidas foram sobre, por exemplo, o principal evento do Partido Republicano e sobre Mitt Romney [político conservador que já concorreu à Presidência dos EUA]".

O senador também afirmou que o mecanismo de censura do Facebook já retirou do ar notícias sobre escândalos do Partido Democrata, incluindo os protagonizados por Barack Obama e a IRS - organização estatal similar à Receita Federal, nos Estados Unidos - que ganharam destaque pela perseguição promovida pelo governo a grupos de direita, como o Tea Party. A censura do Facebook, de acordo com Ted cruz, também teria atingido o jornalista conservador Glenn Beck.

O líder conservador acrescentou que o sistema de supressão de discursos "politicamente incorretos" do Facebook alcançou textos "de um repórter do veículo de comunicação Fox News, e também resultou no bloqueio de ao menos duas dúzias de páginas católicas. Essa censura também levou ao fechamento da página de uma apoiadora de Donald Trump que possuía ao menos 1,2 milhões de seguidores".

Mark Zuckerberg, em sua defesa, argumenta que o Facebook promove ações de censura contra conteúdos entendidos pelos administradores da rede social como "discurso de ódio". No Brasil, os proprietários de páginas favoráveis a Jair Bolsonaro, candidato à Presidência, também denunciam ocorrências de bloqueios e fechamentos de páginas, como no caso da página oficial do site Faca na Caveira - considerado um dos maiores dedicados ao tema da segurança pública e violência urbana no Brasil. A proprietária, Indiana Ariete, declarou, por ocasião do fechamento de sua página, que a decisão do Facebook foi um ato de censura política.

Veja na íntegra - Ted Cruz questiona Mark Zuckerberg sobre censura praticada pelo Facebook, diante do Congresso dos Estados Unidos:




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