terça-feira, 12 de abril de 2016

Governo turco fornece apoio a jihadistas sunitas através de forças especiais e inteligência militar, na Síria

Turquia é acusada de enviar força de elite para garantir apoio a movimentos extremistas sunitas, contra população curda.
Imagem: ADEM / ALTAN / AFP / Getty / Stratfor
O governo da Turquia está preparando ataques contra a população curda na Síria, em aliança com forças jihadistas ligadas ao Estado Islâmico, como a "Frente al-Nusra". A Turquia lida com movimentos insurgentes curdos desde a década de 1970, e agora busca associar-se às forças simpáticas ao ISIS para conter o "Partido dos Trabalhadores do Curdistão" (PKK). A notícia da aproximação do governo de Erdogan com a "Frente al-Nusra" e grupos similares foi publicada hoje pelo site jornalístico norte-americano World Net Daily.

De acordo com o WND, "a Turquia parece estar elaborando um ataque contra os curdos na Síria, através do posicionamento de forças especiais em uma das principais cidades do país, Aleppo, em resposta a apelos feitos pela organização terrorista 'Frente al-Nusra', ligada à al-Qaeda. A informação foi passada por uma fonte curda ao repórter e editor Joseph Farah, do World Net Daily. As tropas turcas estão estacionadas em Aleppo para garantir apoio à facção jihadista 'Kataeb al-Etelaf', que possui apoio direto não apenas da Turquia, mas também da Arábia Saudita [os dois regimes sunitas são acusados de colaborarem com as forças do Estado Islâmico para a derrubada do regime do líder xiita Bashar al-Assad]".

"Na prática", segundo o WND, "a facção terrorista 'Kataeb al-Etelaf' busca expandir o poder da Turquia sobre a região através de ataques, que até agora não foram bem-sucedidos, contra aglomerações de forças de proteção da população curda - esses destacamentos são conhecidos como 'Unidades de Proteção do Povo Curdo', ou 'YPG'. As forças especiais turcas posicionadas na cidade de Aleppo contariam com cem soldados, que estão recebendo apoio do serviço de inteligência do exército turco, chamado de 'MIT'. As forças especiais entraram na cidade de Aleppo através da área de fronteira de Bab al-Hawa e da cidade de Idlib, localizada no norte da Síria".

O World Net Daily informa que, além de prestar auxílio ao grupo fudamentalista "Frente al-Nusra", as forças especiais do exército turco estariam ajudando as facções terroristas sunitas "Jund Al-Aqsa", "Ahrar Al-Sham", "Ajnad Al-Sham" e a "Divisão 13 do Exército Livre da Síria". O veículo de comunicação relata que alguns desses movimentos sunitas de oposição foram financiados pela Arábia Saudita para, eventualmente, estabelecer futuros acordos com a Rússia e os Estados Unidos em negociações de paz.

Conforme notícia divulgada pelo WND no dia 17 de fevereiro, o governo da Federação Russa chegou a advertir a Turquia sobre a necessidade de parar de fornecer apoio aos jihadistas - o regime de Vladimir Putin ameaçou desferir ataques aéreos contra as forças do país sunita que eventualmente oferecessem apoio aos fundamentalistas. O governo russo auxilia a ditadura de Bashar al-Assad, ao lado do movimento terrorista xiita Hezbollah, contra os rebeldes apoiados pela Turquia e pela Arábia Saudita.

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Reportagem do veículo de comunicação estatal russo "Russia Today" - Turquia está abastecendo e protegendo bases do movimento fundamentalista "Frente al-Nusra":



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