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terça-feira, 31 de julho de 2018

Donald Trump celebra crescimento da economia americana

Em pronunciamento oficial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a economia da maior potência ocidental cresceu 4,1% em 2018, e está prestes a alcançar o maior crescimento nos últimos 13 anos. O crescimento da economia americana finalmente representa a superação definitiva da grave crise que atingiu o país, a partir de 2008, e que durou ao longo de toda a administração Obama. O vídeo do pronunciamento de Trump sobre o crescimento da economia dos Estados Unidos foi disponibilizado com legendas em português pelo canal Tradutores de Direita, no Youtube, ontem, dia 30.

Trump afirmou: "estou feliz em anunciar que, no segundo semestre deste ano, a economia dos Estados Unidos cresceu no ritmo de 4,1%. Nós estamos no caminho para alcançar o maior recorde anual de crescimento econômico dos últimos 13 anos. E eu digo que, medida que nossos novos acordos estão sendo estabelecidos um a um, nós conseguiremos chegar muito mais alto do que a presente taxa de crescimento".

Donald Trump foi severamente criticado pela Mainstream Media dos Estados Unidos por sua política de fomento à economia interna do país e por sua política de restrição a importações de países como  a China - todavia, suas barreiras contra países que fabricam com utilização de mão-de-obra escrava (como o regime comunista asiático) e suas flexibilizações de leis tarifárias para empresas americanas geraram crescimento formidável da atividade econômica da maior potência ocidental.

O presidente dos Estados Unidos destacou que "o crescimento econômico anual conseguido pelos últimos governos chegou, no máximo, a 1,8% - estamos, agora, alcançando os 3%. Podemos ir muito mais longe que isso. Cada ponto adicional de crescimento econômico representa um crescimento do PIB na ordem de 3 trilhões de dólares e a criação de 10 milhões de novos postos de trabalho. Pensem nisso. Se continuarmos nesse ritmo, a economia dos Estados Unidos poderá dobrar de tamanho, dez anos antes do imaginado pelos economistas".

Veja na íntegra - Trump celebra crescimento formidável da economia dos Estados Unidos:



domingo, 1 de outubro de 2017

IPEA afirma que economia está em processo de recuperação, e quadro deverá melhorar em 2017 e 2018

Conforme notícia publicada pelo veículo de comunicação EBC, o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - prevê crescimento do PIB brasileiro de 0,7%, em 2017, e de 2,6%, em 2018. O Instituto informou que a expectativa poderia ser melhor, na ordem de 3,4%, caso o governo tivesse mais sucesso nas reformas econômicas que tenta empreender. O Instituto, ainda conforme a reportagem, argumenta já ser claro que "o Brasil saiu da recessão", e que a economia agora está em processo de retomada do ritmo, para patamares melhores. O artigo foi disponibilizado pela agência no último dia 28. 
Imagem: site Valor Mercado

Conforme a EBC, o IPEA aponta como os principais motores da recuperação o consumo das famílias brasileiras, as exportações e o setor agropecuário, que se destaca como o de crescimento mais expressivo no país. Até mesmo a indústria, que vem sofrendo por mais de uma década no Brasil, deverá apresentar um papel mais significativo no processo de recuperação econômica, para o posicionamento do IPEA.

O artigo da EBC destaca que ainda é necesário que o Estado conduza reformas econômicas e nos sistemas de welfare do país, que ainda geram desconfiança nos investidores quanto à capacidade do governo de administrar as contas públicas. A matéria acrescenta: "tornar mais sustentáveis os gastos públicos é essencial para que os investidores confiem nessa retomada e voltem a fazer investimentos mais de longo prazo". Em situações onde a economia é instável e os juros são elevados, como no Brasil, a maior parte dos investidores prevere aplicar seus recursos em especulação ou bancos, onde os riscos são menores do que na atividade produtiva que, no Brasil, enfrenta grandes dificuldades na competição contra produtores estrangeiros (que praticam preços mais baixos) e em decorrência de pesadas regulamentações que atingem a maior parte das atividades econômicas.

Apesar de ainda haver grandes problemas a resolver, a matéria informa que há previsão de crescimento da indústria brasileira em 0,5%, em 2017, e em 3,4%, em 2018. A produção agrícula deverá crescer 12,5% em 2017 e 3,5% em 2018.

Mais sobre o tema - reportagem do Jornal da Band sobre a recuperação da economia:



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Desemprego teve pequena redução, até julho

O nível de desemprego no Brasil teve, no último trimestre, queda de 0,8% - todavia, o indicador teve influência significativa da informalidade, que está crescendo no Brasil. Apesar na queda no desemprego, o país continua em uma situação difícil, com cerca de 13,3 milhões de desempregados, ou 12,8% da população economicamente ativa, conforme levantamento do IBGE. A notícia sobre a redução no desemprego foi divulgada hoje pela agência de notícias EBC.

Conforme o veículo de comunicação, os dados foram obtidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A informalidade desempenhou o maior papel na criação de vagas de trabalho - cerca de 721 mil pessoas conseguiram ocupação a mais do que o total de empregados do país no primeiro semestre de 2017.Apesar da melhoria observada no segundo semestre, o nível de emprego conseguiu apenas se equiparar ao que existia no mesmo período de 2016, o que sugere o fim da tendência de aumento do desemprego, e uma gradual recuperação econômica.

A reportagem acrescenta que 468 mil oportunidades de trabalho surgiram nas ocupações informais (sem carteira de trabalho). Quanto às vagas de emprego formais, houve queda de aproximadamente um milhão de postos de trabalho, em comparação com o mesmo período do ano passado. Ainda assim, conforme reportagem divulgada hoje no portal R7, o fim da tendência de aumento de desemprego possibilitou pequena melhora no nível de oportunidades formais, na comparação entre o 1º e o 2º semestres de 2017.

Mais sobre o tema - reportagem da rádio Jovem Pan sobre a queda no desemprego:



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Brasil tem pequena melhora na produção industrial

Conforme notícia veiculada ontem no site da agência de comunicação estatal EBC, o Brasil teve tímida melhora no volume da produção industrial e redução na velocidade de aumento do desemprego, em julho. O país ainda sofre as consequências da crise econômica, agravada nos anos de 2015 e 2016. Os dados divulgados pela EBC são provenientes de pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Indicadores da CNI mostram confiança de investidores
Imagem: site Valor Mercado

Ainda de acordo com a reportagem, o indicador de retração do nível de emprego é o melhor desde março de 2014 - o que significa que a velocidade de aumento do desemprego é a menor, desde a data referida, segundo a pesquisa da CNI. O aumento na produção industrial observado é pequeno demais para afirmar que a indústria brasileira se recuperou da recessão - a matéria informa que o levatamento indica haver um processo de estabilização no setor.

Apesar do quadro ainda diminuto de recuperação econômica, o texto informa que a indústria de grande porte teve aumento mais significativo na produção, e que essas grandes companhias já reduziram a um patamar menor os números de demissões. A pesquisa da CNI também sugeriu, de acordo com a agência de notícias estatal, que há excesso de estoques e grande nível de ociosidade (pouca utilização da capacidade instalada). O dado pode ser consequência da redução nos níveis de consumo das famílias brasileiras, ao longo do período de crise.

A situação econômica vivida no Brasil ainda é grave, mas o estudo da CNI sugere que os investidores estão mais otimistas com a possível saída da crise - houve aumento de 1,3% na intenção de investimento, no período contemplado. O registro é o melhor, desde março de 2015.

Mais sobre o tema - comentário disponibilizado no canal oficial da CNI, no Youtube, sobre o nível de ociosidade da indústria e a melhoria na intenção de investimento:




domingo, 26 de março de 2017

Governo deverá aumentar impostos no "ajuste fiscal"

O governo Michel Temer deverá, nos próximos dias, promover um aumento na carga tributária para assegurar o "ajuste fiscal" - os pronunciamentos da administração já são recebidos com críticas pela população, fragilizada pela grave crise econômica pela qual passa o Brasil e prejudicada pelas modificações no sistema de aposentadoria pública, entendidas como severas em demasia para com trabalhadores do setor privado e brandas nas alterações dos benefícios de funcionários públicos estatutários. Conforme o site oficial do jornal O Estado de S. Paulo, a decisão pelo aumento da carga tributária está sendo bem recebida por parlamentares, e também incluirá o corte de alguns investimentos, conforme coletiva de imprensa concedida por Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda.

Meirelles justifica o aumento da carga tributária com base no endividamento do Brasil, que foi um dos principais fatores que desencadearam a grave crise na qual o país se encontra. A dívida é agravada pela má-gestão de companhias estatais - como a Perobras, a maior do país, que sofreu graves perdas em decorrência de crescimento alavancado, mantido ao longo de anos, não correspondido com aumento no fluxo de caixa - e pelo quadro insustentável do sistema de aposentadorias do Brasil, que oferece pagamentos muito baixos para os funcionários do setor privado (a maior parte dos trabalhadores brasileiros) e muito altos para os do setor estatal (especificamente, os estatutários), de forma independente do volume de impostos pago por cada contribuinte. Analistas já compararam a aposentadoria pública do Brasil com "esquemas de Ponzi" - operações fraudulentas em que as contribuições realizadas não sustentam os prêmios prometidos aos envolvidos.

Conforme Denise Campos de Toledo, comentarista da Rádio Jovem Pan, a compensação do grave endividamento através do aumento de impostos é a "receita adotada desde o desmonte das finanças públicas, promovido pelo último governo". Na percepção de Denise, assim como de outros analistas da situação brasileira, o aumento descontrolado de gastos públicos teve papel importante no quadro atual, agravado pelo fim da grande valorização das commodities, registrado ao longo da década de 2000 - e que ajudou a impulsionar o crescimento econômico do país, antes da crise. A radialista entende que parte das medidas sugeridas pelo governo não serão capazes de fomentar um aumento de arrecadação, e que as concessões a parte do funcionalismo público impedem uma reforma responsável da previdência - ao se levar em consideração o impacto significativo que uma pequena parcela dos trabalhadores do país causa às finanças públicas.

Mais sobre o tema - veja o comentário de Denise Campos de Toledo sobre o "ajuste fiscal":



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Confiança da indústria cai - indicador poderá melhorar em 2017

A confiança da indústria brasileira caiu para o pior patamar em seis meses - conforme o site jornalístico UOL Notícias, a economia nacional encontra dificuldades para se recuperar da grave crise. Entre os fatores que influenciaram o desempenho ruim da produção industrial brasileira em 2016 também estiveram a redução do consumo interno e o endividamento das famílias, o que fez com que as vendas permanecessem em baixa mesmo durante as festividades de fim de ano. O portal Valor Econômico informa que, apesar da piora, em relação aos seis meses anteriores, a confiança ainda se mostrou melhor do que a registrada no mesmo período do ano passado.

O portal UOL acrescenta que a piora no índice de confiança ocorreu em 12 de 19 segmentos industriais - os dados foram compilados pela FGV, que divulga os índices IE (Índice de Expectativas) e ISA (Índice da Situação Atual). A persistência da crise, em 2016, contribuiu de forma significativa para a percepção menos favorável - analistas afirmam que a economia brasileira só voltará a apresentar crescimento em 2017. O PIB brasileiro caiu 3,8% em 2015, e mais de 3% em 2016.

Conforme a Rádio Jovem Pan, a indústria brasileira começou a passar por um momento de extrema dificuldade há mais de três anos - em janeiro de 2016, o número de empregos na indústria sofreu redução superior a 8%. Os produtores nacionais são forçados a lidar com a queda no consumo interno, com a competição de potências como a China, que possui uma indústria capaz de produzir com baixos custos de mão-de-obra e com a redução dos gastos do Estado em infraestrutura e de investimentos do exterior, como consequência da crise de endividamento. A Jovem Pan destaca que a queda no consumo é a fonte da maior parte dos problemas para a industria - o consumo foi considerado, ao longo da década de 2000, o principal motor da economia do Brasil.

Ainda de acordo com o veículo de comunicação, o Brasil deverá continuar na trajetória de queda durante os primeiros meses de 2017 - todavia, o governo inicia medidas que poderão controlar a crise do endividamento e tornar o país atraente para investidores internacionais, mais uma vez. Estados brasileiros como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul estão entre os entes federativos mais severamente atingidos pela crise - o governo tenta estabelecer metas para os pagamentos das dívidas, enquanto toma decisões que poderão reduzir os gastos da União, através da definição de tetos para os gastos públicos.

Assista à matéria da Jovem Pan sobre a situação da indústria na íntegra, divulgada pelo canal oficial do veículo no Youtube:



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Trump afirma que mudará relação EUA-China

Em pronunciamento sobre as relações econômicas entre Estados Unidos e China, o futuro presidente do país norte-americano, Donald Trump, afirmou que a nação modificará sua postura em relação à potência asiática - o republicano criticou severamente o que classificou como postura "anti-mercado" e de roubo sistemático de propriedade intelectual, que seria praticado pelo regime comunista. Trump destacou, ao longo de sua campanha, que adotaria uma política de mais rigor na defesa dos interesses norte-americanos e de maior protecionismo, incluindo na relação com a nação rival na Ásia.

No discurso, Donald Trump também teceu comentários em questionamento à política de desvalorização artificial da moeda chinesa - o regime comunista pratica a redução forçada do valor de sua moeda para impulsionar suas exportações, de modo que qualquer competição oriunda dos países ocidentais é quase impossível. Analistas internacionais, em mais de uma ocasião, também destacaram o papel que a política do regime em relação aos sindicatos faz com que os preços se tornem artificialmente mais baratos: o sistema totalitário impede quaisquer manifestações trabalhistas ou organizações que exijam melhores condições de vida para os trabalhadores, desde a fundação do regime marxista, por Mao Zedong. A China também é acusada de fomentar a indústria através de uma rede de campos de trabalhos forçados, conhecida pelo acrônimo "Lao Gai" - no sistema que impõe trabalhos análogos à escravidão, empresas conseguem reduzir os custos a níveis impraticáveis por qualquer país competidor do gigante asiático.

Donald Trump também criticou a elite do partido republicano pela conivência com as práticas do regime chinês - empresários e políticos dos Estados Unidos são acusados de cumplicidade com companhias que produzem de forma mais barata através dos sistemas de opressão dos trabalhadores colocados em prática pelo governo marxista. Grandes empresas dos setores de vestimentas e de tecnologia, sediadas nos Estados Unidos, fabricam a custos muito baixos utilizando mão de obra chinesa, sem quaisquer reduções nos lucros em decorrência de demandas dos operários ou de organizações sindicais. Trump fez menção a líderes republicanos que "dizem ter 'amigos' na China", o que os impediria de fazer críticas importantes aos abusos cometidos pela ditadura comunista.

Ao longo de sua campanha e após sua eleição, o líder republicano afirmou que tem o compromisso de reestabelecer a infraestrutura industrial dos Estados Unidos. Trump declarou que pretende fazer isso através de inúmeras medidas, entre elas, através da revisão das relações comerciais com a China e através da exigência de práticas mais justas para com a concorrência - a mudança poderá ser a mais significativa na política externa para a nação asiática desde o chamado "conflito sino-soviético", quando o governo dos Estados Unidos começou uma gradual aproximação econômica com Pequim.

Veja na íntegra - Donald Trump critica severamente as práticas econômicas do regime comunista chinês. Vídeo traduzido para português pelo canal Embaixada da Resistência:



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Endividamento dos estados pode ser maior do que divulgado

O endividamento dos estados pode ser ainda maior do que o publicado - a grave crise brasileira, acompanhada pelas enormes dificuldades de arrecadação, revelou as proporções das dificuldades das administrações regionais, e a situação fiscal pode estar sendo ocultada da população. Estados como o Rio de Janeiro passam por uma das mais graves crises da História, com o adiamento de pagamentos de funcionários concursados e mesmo o fim dos pagamentos a terceirizadas que atuam em instituições de ensino. Foram registrados erros contas de estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que se destaca como um dos mais prejudicados.

De acordo com a Rádio Jovem Pan, a situação se agrava com os dados do desemprego, que é o mais grave em mais de uma década - já é superior a 11,8%, ou seja, atinge mais de 12 milhões de trabalhadores. O veículo de comunicação afirma ainda que apenas 14 dos 26 estados brasileiros estão com as contas em situação adequada. As administrações já pedem empréstimos ou juros mais baixos para efetuar o pagamento total ou parcial da dívida - alguns tiveram sua avaliação de risco de crédito piorada, nos últimos meses.

A situação  da previdência também merece destaque: o rombo do sistema é de 18 bilhões de reais - a oposição afirma que é necessário realizar ajustes para acabar com injustiças e desproporções existentes na aposentadoria pública brasileira, que é comparada a um "esquema ponzi". Estados como o Rio Grande do Sul também passaram por situações onde os pagamentos dos funcionários públicos foram postergados, o que resultou em greves até mesmo entre os servidores das forças de segurança. O mesmo se no Rio de Janeiro, em momentos anteriores aos grandes eventos esportivos - o estado continua endividado, mas as principais manifestações de descontentamento tiveram menor intensidade, nos últimos meses.

O Brasil passa por um momento de controle do endividamento público, e as alterações incluem a tentativa de estabelecimento de um teto de gastos pelo governo. A reforma do sistema de previdência e a redução na quantidade de cargos comissionados - ou que não exigem a realização de concurso - deverão ser medidas aplicadas na tentativa aprimorar a capacidade do Estado para honrar dívidas, o que poderia atrair novos investimentos para o país.

Em vídeo - Jovem Pan comenta situação fiscal dos estados brasileiros:



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Presidente da Petrobras critica última gestão

O atual presidente da Petrobras, Paulo Parente, denunciou a tentativa de "aparelhamento" da estatal pelas últimas administrações - o gestor apontou que existe uma necessidade de urgente "retorno à racionalidade econômica" na administração da empresa. O executivo também comparou a grave crise pela qual a companhia passa com um "tsunami": a Petrobras sofre com severa desvalorização de suas ações e com as investigações da Operação Lava Jato, que revelou desvios de milhões de reais oriundos de recursos da maior empresa do país para financiamento de aliados do último comando do Poder Executivo. Apesar das tentativas de reforma, os investidores estão cautelosos em decorrência da alavancagem feita para tentar salvar a companhia, que contribuiu para o quadro de endividamento da mais importante estatal.

Paulo Parente afirmou que a decisão pelas construções das refinarias em Pernambuco, no Maranhão e no Ceará investigadas na Operação Lava Jato desconsiderou indicadores decisivos para investimentos, e que essa postura "foge à racionalidade econômica". Ao mesmo tempo, o gestor aponta que a última administração valorizou em excesso a descoberta do pré-sal - a avaliação é que os custos necessários para a exploração dos recursos, somados à atual situação de desvalorização internacional do petróleo (também influenciada pela tecnologia de exploração do xisto betuminoso) tornam o principal produto da Petrobras caro demais, em um quadro internacional que prejudica as nações exportadoras desse item.

O administrador afirma que pretende dar mais ênfase aos poços de petróleo mais acessíveis, ao alcance da empresa, observando a tendência de queda no preço do recurso. Parente descreveu a postura anterior como "endeusamento" e "hipervalorização" do pré-sal. Ele entende que há campos de petróleo "excelentes" à disposição da Petrobras, na bacia de campos, por exemplo.

A Petrobras, em um esforço de redução do endividamento, está fazendo diversas vendas de ativos. O obetivo atual é aumentar a confiança dos investidores e controlar a "alavancagem" - a última administração da companhia foi descrita como "estando no mundo na fantasia", e os planos desenhados para a estatal como "não factíveis".

Mais sobre o tema - reportagem da Rádio Jovem Pan sobre a nova gestão da Petrobras:




terça-feira, 30 de agosto de 2016

Dólar está em queda - impeachment favorece otimismo do mercado

Conforme notícia veiculada na edição de hoje do jornal Correio Braziliense, o dólar está em queda, em decorrência do processo de impeachment - a perspectiva de afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República favorece o otimismo do mercado e os investimentos no Brasil. A moeda americana chegou a valer R$3,22, durante a manhã de hoje, e terminou o dia em R$3,24 - no mês, a moeda acumula queda de 0,33%.

O Banco Central, para tentar conter a tendência de queda da moeda internacional, está atuando no mercado de câmbio - a valorização do dólar é favorável às exportações brasileiras, uma vez que dá aos produtos nacionais um preço mais competitivo. Foram vendidos cerca de dez mil swaps reversos - que equivalem à compra futura da moeda norte-americana.

Analistas de Economia afirmam que a Bolsa de Valores de São Paulo continua subindo em decorrência do andamento do processo de impeachment - a expectativa dos investidores é de uma mudança positiva na gestão das finanças do país e de maior estabilidade para negócios, caso Dilma Rousseff seja definitivamente afastada do posto de chefe do Executivo. Todavia, os ajustes necessários para o controle da crise são rigorosos, e por essa razão o preço da moeda ainda é volátil e poderá trazer surpresas.

O site UOL aponta que a moeda dos Estados Unidos poderá cair a valores baixíssimos, caso o afastamento do Partido dos Trabalhadores da Presidência ocorra. No dia 17 de março deste ano, o portal publicou matéria onde apresentou projeção de queda para um patamar de R$2,50, caso o processo seja bem-sucedido. A administração petista é apontada como a principal responsável pela crise de endividamento do Estado brasileiro e pelo colapso financeiro de uma das principais empresas Estatais do país, a Petrobras, responsável por movimentar a economia de dezenas de cidades no litoral e considerada a quarta maior companhia brasileira, com valor de mercado superior a 42 bilhões de dólares pela revista especializada Forbes, ficando atrás apenas do banco Itaú, do banco Bradesco e do Banco do Brasil.

Mais sobre o tema - rádio Jovem Pan discute oscilação do dólar em decorrência do processo de impeachment:



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Paulo Eduardo Martins - "protecionismo na aviação civil é política da década de 1940 e que não diz respeito à lógica econômica"

O jornalista e deputado federal Paulo Eduardo Martins, do Paraná, divulgou vídeo em seu perfil oficial no site Facebook no qual argumenta a favor da liberalização do mercado de aviação civil - na opinião do parlamentar, a lógica que justificava a legislação era "o contexto de guerra da década de 1940", e a medida "não contemplava a lógica econômica, e é uma lei que não tem paralelo em diversos países do mundo desenvolvido".

Paulo Eduardo Martins afirma que "a lei foi criada na década de 1940, ainda durante a Segunda Guerra Mundial, na qual o uso da aviação como ferramenta bélica foi altamente explorado. A legislação ainda vigente no Brasil reflete a mentalidade daquele cenário internacional. Foi uma época na qual os legisladores não estavam tão atentos para a lógica econômica, mas sim com questões concernentes à defesa territorial. Em boa parte do mundo, o mercado foi regulado, estabelecendo protecionismo, favorecendo o capital nacional. repudiando o capital estrangeiro. Isto gerou dificuldades econômicas, isso gera diminuição de oportunidades. Ao mesmo tempo, isso facilita que alguns operadores desse sistema tirem proveito das regulamentações - tudo isso ocorre sem que o Estado se importe com a qualidade dos serviços oferecidos ao público, que passa a ter menos opções de companhias aéreas, menos opções de vôos, menos opções de negócios. Em um segundo momento, até os investidores passam a ter dificuldades, em decorrência desse sistema".

O deputado destaca que "os próprios empresários passam a sofrer dificuldades, como consequência dos mecanismos existentes. O sistema em vigor acaba reduzindo a quantidade de recursos disponíveis para os investidores, prejudicando o público em sentido amplo - trazendo uma situação desfavorável para os consumidores e para os provedores de serviços. A abertura deste mercado para o capital estrangeiro é fundamental, para que ampliemos as possibilidades - as possibilidades de exploração do potencial econômico dessa atividade e as possibilidades de ofertas de melhores serviços para a população brasileira".

Paulo Eduardo Martins se identifica com o pensamento político liberal-conservative, que apresenta como solução para as dificuldades econômicas a liberalização dos mercados, com estímulo à atividade privada, aos investimentos e à descentralização da administração. Martins também se posiciona contra as políticas dos movimentos de esquerda, como o MST - que o parlamentar identifica como o "braço armado do Partido dos Trabalhadores". O deputado também ficou conhecido por denunciar as ações do Foro de São Paulo - organização constituída para ser a "coordenação estratégica dos movimentos da esquerda latino-americana", e que inclui grupos narcoguerrilheiros como as FARC, o MIR chileno e alguns partidos políticos brasileiros, como o Partido dos Trabalhadores e o PC do B.

Assista ao comentário de Paulo Eduardo Martins sobre a liberalização da aviação no Brasil:



Mais sobre Paulo Eduardo Martins - jornalista denuncia "uso político da Petrobras":



terça-feira, 17 de maio de 2016

Joice Hasselmann - "Temer fez golaço ao nomear Maria Silvia Bastos para chefia do BNDES"

De acordo com a jornalista Joice Hasselmann, a nomeação de Maria Silvia Bastos Marques para presidência do BNDES foi "um grande acerto" de Michel Temer, em seus primeiros dias de governo. O novo líder do executivo também foi elogiado por analistas ao escolher Henrique Meirelles para o comando do Ministério da Fazenda - o administrador, ex-presidente do Banco Central do Brasil, é visto como favorável a reformas pró-mercado e à redução da intervenção estatal na economia. Michel Temer afirmou que, através das modificações, tem o objetivo de estimular a atividade do setor privado como estratégia de criação de empregos e enfrentamento da severa crise na qual se encontra o país.

Maria Silvia Bastos é formada em Administração, e concluiu estudos de mestrado e doutorado em Economia. A nova presidente do BNDES possui experiência em gestão de crises e conseguiu obter resultados positivos durante seu trabalho como Secretária de Finanças na prefeitura de Cesar Maia, no Rio de Janeiro. A economista é apontada como capaz de realizar cortes de gastos com eficiência gerencial, e foi qualificada por comentaristas como "a mulher poderosa" do novo governo. O BNDES foi uma das organizações utilizadas na administração anterior para financiamento de iniciativas duvidosas e obras em países comandados por regimes autoritários ou totalitários, como Angola e Cuba - através do banco, a presidência petista financiou o porto de Mariel, no país caribenho. O investimento de infra-estrutura para a ditadura de Fidel Castro teve um custo total de quase um bilhão de dólares.

Além dos cortes em iniciativas vistas como improdutivas ou desnecessárias, como as conduzidas pelo BNDES nos países alinhados ideologicamente com a última liderança do executivo, Michel Temer já reduziu significativamente o número de ministérios - até o momento, foi anunciada a extinção de nove pastas, incluindo o Ministério da Cultura, criticado pela oposição por ser empregado como instrumento de sustentação financeira de projetos de qualidade dúbia ou de clara identificação ideológica com o antigo partido governante ou com a constelação de partidos de esquerda simpáticos à maioria das bandeiras do Partido dos Trabalhadores.

Na opinião de Joice Hasselmann, a nomeação do novo chefe do Banco Central, Ilan Goldfajn também foi "uma excelente escolha". A colunista argumenta que "Goldfajn entende muito bem as questões que envolvem a política monetária. É o nome do qual o atual governo precisa para que o Banco Central transmita credibilidade maior à sociedade e ao mercado. A população e os investidores precisam entender que as coisas ficarão melhores - caso as promessas que estão sendo feitas forem colocadas em prática". Na avaliação da jornalista, Goldfajn é "o melhor nome" para a instituição, e sua experiência justifica a escolha para o cargo.

Assista ao comentário de Joice Hasselmann sobre a nomeação de Maria Silvia Bastos para o comando do BNDES e sobre as últimas decisões do ministro do STF Marco Aurélio Mello:




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Situação na Venezuela: população passa a "comer cães e gatos" durante catástrofe econômica

Polícia tenta conter multidões em Caracas, capital do país socialista
Imagem: World Net Daily
Conforme notícia divulgada hoje pelos veículos de comunicação PanAm Post e World Net Daily, a grave crise econômica da Venezuela está forçando a população a "consumir cães e gatos" como medida desesperada de sobreviência. Os portais também alegam que o caos político e o desastre nos sistemas de abastecimento do país socialista estão fomentando "uma onda de protestos, medidas de racionamento de recursos por parte do Estado e um aumento nos números de homicídios". Antes do agravamento do quadro do país "bolivariano", a Venezuela já era considerada o segundo pior índice de homicídios por grupo de cem mil habitantes, perdendo apenas para El Salvador (segundo relatório de 2015 do Observatorio Venezolano de Violencia - OVV).

De acordo com artigo divulgado pelo site jornalístico World Net Daily, "no que está sendo chamado de 'um apocalipse', a Venezuela está vivenciando uma destruição sem precedentes da atividade econômica e das relações sociais, em decorrência da falta de comida, medicamentos, água, eletricidade e dinheiro. Com poucos recursos disponíveis, uma quantidade grande de cidadãos está se voltando para o crime. Durante a última semana, uma multidão de cinco mil pessoas saqueou um supermercado na cidade de Maracay [capital do estado de Aragua] - o roubo coletivo tirou as vidas de dois venezuelanos".

A reportagem do veículo PanAm Post informa que "de acordo com testemunhos de comerciantes, as filas sem fim para aquisição de comida, pelas quais a vasta maioria da população venezuelana tem sido forçada a passar, não puderam ser organizadas no dia do tumulto que matou duas pessoas. Durante a espera pela chance de comprar os recursos, os indivíduos que aguardavam ficaram cada vez mais ansiosos - pouco depois, começaram a pular os portões do mercado". Entre os produtos roubados estavam quantidades variadas de "farinha, óleo, leite, macarrão e leite em pó. Uma das testemunhas do saque afirmou ao jornal venezuelano El Estímulo que havia cerca de cinco mil pessoas na multidão. Habitantes de todo o estado foram para o estabelecimento, porque havia rumores de que alguns produtos, já indisponíveis na maioria dos mercados, apenas poderiam ser encontrados ali. No meio da confusão, havia 250 pessoas para cada membro da Guarda Nacional Bolivariana [a polícia política da Venezuela], e ao menos um dos oficiais foi espancado, ao tentar conter a massa".

O WND noticia que, no fim de abril, "a Câmara Venezuelana de Alimentos alegou que os produtores do país socialista tinham estoque para manter a população abastecida por cerca de quinze dias, apenas. O governo venezuelano está implantando medidas de racionamento cada vez mais desesperadas, enquanto a situação econômica fica mais grave". Até mesmo a indústria petrolífera da nação está passando por momento severo: "o país tem pouca gasolina disponível, e trabalhadores do setor relatam que as empresas estão operando em 30% de sua capacidade".

A situação da crise alimentar, conforme os periódicos, está se aproximando da catástrofe humanitária: "Oscar Meza, diretor do Centro de Documentação para Análise Social da Venezuela, afirma que 'os preços estão em tal elevação que é difícil comprar quaquer coisa. As pessoas já não estão comprando pão ou farinha - muitas estão comendo apenas mingau, enquanto observam os preços de itens normalmente tão baratos quando o frango subirem de forma assustadora. As famílias estão sofrendo - o preço de um almoço já chega a 1.500 bolívares. As pessoas levavam comida de casa para o trabalho - isso agora é impossível, porque muitas já não têm alimento em seus lares'. O veículo de comunicação PanAm Post divulgou relatos sobre pessoas 'caçando gatos, cães e outros animais encontrados em áreas urbanas para obtenção de alimento'".

De acordo com o chefe do Estado socialista, Nicolás Maduro, a crise é parte de uma "conspiração dos Estados Unidos contra a Venezuela". De acordo com o sucessor de Hugo Chávez, "Washington está tomando medidas, a pedido da direita fascista venezuelana, que está encantada com o golpe no Brasil. Maduro declarou estado de emergência que lhe dará poderes para realizar "ações necessárias" com o objetivo de proteger o regime de "ameaças estrangeiras".

Leia a reportagem completa do PanAm Post sobre a crise alimentar venezuelana

Reportagem do canal "WeAreChange", do Youtube, a respeito da crise econômica venezuelana:




sábado, 14 de maio de 2016

Mercado reage positivamente ao afastamento de Dilma Rousseff

Conforme reportagem divulgada pelo canal de televisão SBT e no perfil oficial da jornalista Rachel Sheherazade na rede social Facebook, o mercado financeiro está reagindo positivamente ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. Erros e desvios de recursos feitos durante a administração petista são apontados como algumas das principais causas da grave crise pela qual o Brasil está passando - com a posse do vice-presidente Michel Temer, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta, e também foi registrada tendência a estabilização do dólar.
Imagem: Jornal GGN

No dia da decisão pelo afastamento de Dilma, realizada no Senado, a Bolsa teve alta de 0,9%. As perspectivas otimistas demonstradas pelo mercado também estão sendo influenciadas pela organização da nova equipe econômica, que contará com Henrique Meirelles no comando do Ministério da Fazenda - Meirelles é visto como um gestor mais favorável ao ajuste das contas públicas e à contenção de gastos, que foi negligenciada no período precedente e contribuiu para a severa crise de endividamento do Estado brasileiro. A confiança na presente gestão, conforme a reportagem do SBT, deverá contribuir para atrair investidores estrangeiros novamente.

O mercado também percebe a nova equipe como apontada mais em decorrência de capacidade técnica do que em virtude de aproximação ideológica - o ex-Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, havia sido indicado para o comando da pasta devido a sua posição favorável ao nível de gastos mantidos pelo governo Dilma, ao contrário da postura de Joaquim Levy, afastado por se mostrar crítico à conduta da administração e  por sugerir cortes em grande volumes de despesas. Entre os primeiros atos do governo de transição, já foram anunciadas reduções na quantidade de cargos comissionados e mesmo no número de ministérios - Michel Temer tomou a decisão de extinguir nove pastas.

Além da redução de gastos públicos, o governo indica mostrar-se favorável a medidas de estímulo ao consumo, como estratégia para elevar a produção e atenuar a estagnação econômica. A nova presidência anunciou redução da taxa de juros, o que, conforme a rede de televisão SBT, poderá fomentar "um início de recuperação, ainda que tímida". Para a jornalista Joice Hasselmann, Michel Temer adotou a abordagem liberal em seus primeiros discursos - caso o novo gestor efetivamente promova maior liberdade econômica e estímulo à iniciativa privada, para a colunista, "isso fará uma diferença significativa para o Brasil. Essa é a única possibilidade de gerar empregos, de gerar renda. É entregar à iniciativa privada o que ela sabe fazer bem feito [produzir e aquecer a economia]".

Assista à reportagem sobre as mvimentações do mercado após a posse de Michel Temer:



Assista ao comentário da jornalista Joice Hasselmann sobre a abordagem econômica que poderá ser adotada pelo novo governo:



quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ibovespa sobe com perspectiva de Henrique Meirelles no comando do Ministério da Fazenda

De acordo com artigo publicado no site InfoMoney, as informações a respeito da possível nomeação de Henrique Meirelles para o comando do Ministério da Fazenda levaram a uma melhora no índice Ibovespa - a hipótese da saída de Nelson Barbosa do cargo também promoveram uma queda no valor do dólar. O portal informa que o principal índice econômico da Bolsa de Valores de São Paulo teve alta de 2%, e que o valor da moeda americana caiu 1%.
Imagem: Aline Lata / Veja

Ainda conforme a notícia do InfoMoney, Michel Temer sinalizou que respeita as capacidades de Henrique Meirelles para o cargo e declarou: "se eu tivesse que assumir [a Presidência da República] hoje, o novo chefe do Ministério da Fazenda seria ele". Ainda assim, apesar da sinalização a respeito do futuro do cargo responsável pela gestão da economia brasileira, o vice-presidente afirmou que "nenhum de nós sabe o que vai acontecer amanhã". O veículo de comunicação informa que ações da maior estatal do país, a Petrobras, tiveram alta, que acompanhou o aumento nos preços do petróleo e as movimentações da política brasileira. 

De acordo com notícia publicada no portal G1 no dia 18 de abril, apesar da votação favorável ao impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, o índice ibovespa fechou o dia seguinte à decisão com queda de 0,63%, ao contrário da expectativa do mercado, que vinha oferecendo respostas positivas às derrotas sofridas pela atual administração, vista como incapaz de solucionar os problemas econômicos e políticos pelos quais o Brasil está passando, como o aumento da inflação, do desemprego e a instabilidade da própria chefe do executivo, considerada a líder com pior aprovação popular desde Fernando Collor de Mello - o único presidente, além de Dilma Rousseff - a sofrer processo similar, em 1992. A queda no índice Ibovespa, que agora reflete mais otimismo do mercado, sinalizada que os investidores aceitam bem a substituição da atual equipe econômica pelos nomes sugeridos por Temer.

Segundo o portal de notícias O Financista, o mercado possui boas expectativas referentes à possível gestão coordenada por Michel Temer, mas poderá ser influenciado de forma significativa pelos próximos acontecimentos relativos ao processo de impeachment, no Senado. As melhorias nos indicadores da Bolsa também estão ocorrendo como reflexo dos aumentos nos preços internacionais do petróleo e do aço, que desempenham papel importante entre as exportações do Brasil.

Mais sobre a resposta do mercado à possível nomeação de Henrique Meirelles - veja a reportagem disponibilizada pelo canal da revista Exame no Youtube sobre a alta do Ibovespa:



sábado, 19 de março de 2016

Crise energética força regime socialista venezuelano a estender feriado de páscoa

A República Bolivariana da Venezuela irá aumentar em três dias o feriado de páscoa - a medida foi adotada para poupar o sistema de fornecimento de energia elétrica do país, que está em situação crítica e já forçou o regime socialista de Nicolás Maduro a reduzir até mesmo as horas de atividade de estabelecimentos como centros comerciais, em fevereiro deste ano. A severa crise energética é mais um capítulo da crise econômica que varre o sistema "socialista do século XXI" fundado por Hugo Chávez: a república também registra escassez de diversos serviços e bens essenciais, como os alimentos. A notícia sobre a nova medida de racionamento de eletricidade foi divulgada hoje pelo site de notícias norte-americano World Net Daily.
Regime socialista de Nicolás Maduro sofre com grave
 crise enegética
Imagem: site Forças Terrestres

Conforme o WND, "os cidadãos venezuelanos irão 'aproveitar' um feriado de páscoa estendido, graças à severa crise energética que forçará o regime socialista a 'desligar o país' por cinco dias. O presidente Nicolás Maduro garantiu a todos no país mais três dias de folga no trabalho, na próxima semana. O objetivo da adoção do 'recesso' é aliviar a pressão sobre o sistema de fornecimento de energia elétrica da Venezuela".

Na opinião de William Murray, porta-voz da organização não-governamental Religious Freedom Coalition, "a razão pela qual estão ocorrendo cortes no fornecimento de energia elétrica e que explica o 'aumento' no número de dias do feriado de páscoa venezuelano é a adoção, por parte do regime, de políticas de planificação da economia e de fornecimento 'gratuito' de inúmeros serviços, o que, em primeiro lugar, não garante a cobertura dos gastos necessários para a execução dos serviços e também gera, em decorrência do aumento significativo da demanda - uma vez que os preços são mantidos artificialmente mais baixos -, uma 'sobrecarga' no sistema e, eventualmente, a escassez, como se dá em outros setores da economia do país sul-americano". Murray também critica as propostas do pré-candidato Bernie Sanders, que, caso venha a ocupar a Presidência, irá adotar políticas socialistas - para o integrante da Religious Freedom Coalition, o modelo proposto pelo Democrata é similar ao venezuelano, no uso de subsídios estatais para reduzir artificialmente os preços de produtos. Sanders é o único na disputa que se declara abertamente favorável aos modelos econômicos socializantes, e já expressou simpatia pelo regime de Fidel Castro.

O World Net Daily informa que "o governo socialista venezuelano racionou eletricidade e água durante meses, e encorajou cidadãos a evitarem o desperdício desses recursos. Além de sofrer com a crise econômica, o país está passando por um período longo de secas, que reduziu significativamente os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, que são as principais fornecedoras de energia para as cidades venezuelanas". Para William Murray, todavia, não importaria que as represas estivessem com os reservatórios em níveis elevados, "porque os preços continuariam a induzir a um consumo para além da capacidade real da infraestrutura energética", o que necessariamente levaria a novos períodos de racionamento.

O especialista argumenta: "é considerado um 'direito' do povo o acesso irrestrito à eletricidade: em consequência da ausência de um preço realista, a única forma de adequar o consumo à realidade é forçar desligamentos de todo o sistema. No fim, o governo é forçado a dizer aos súditos que 'eles não poderão mais ter eletricidade'. Se você não paga por alguma coisa, você não precisa arcar com os problemas necessários para a aquisição do produto ou serviço - normalmente, eles se convertem no preço. Como a pessoa em um sistema desse tipo não irá arcar com os custos, ela simplesmente não terá uma informação econômica imediata e mensurável que a levará a regular a si mesma" - de forma que o restante da sociedade acabará por sofrer com esse comportamento através das famosas crises de escassez que afligem e afligiram todos os regimes socialistas, desde a extinta União Soviética até a Coreia do Norte.

Vídeo - reportagem da BBC sobre a crise de abastecimento no país socialista. Cidadãos enfrentam filas gigantescas e escassez de produtos básicos, como alimentos:



No dia 8 de fevereiro, o portal de notícias Free Republic divulgou reportagem sobre a campanha de racionamento que forçou comerciantes venezuelanos a reduzirem o expediente a quatro horas por dia - trabalhadores e proprietários de estabelecimentos protestaram contra a pesada perda na produtividade e nos rendimentos, que já são reduzidos em decorrência da situação da economia "bolivariana". No terceiro trimestre de 2015, a economia do país chefiado por Nicolás Maduro encolheu 7,1% - em setembro do mesmo ano, a inflação alcançou o patamar de 141%. A estimativa do Banco Mundial é que a Venezuela registre uma inflação de 204% no final de 2016.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Senado aprova mais um aumento em valor de impostos - legislativo vota a favor de maior IR sobre vendas de bens móveis e imóveis

Conforme notícia publicada ontem (dia 23) no site da revista Exame, o Senado aprovou mais um  aumento de impostos - dessa vez, a casa decidiu a favor da ampliação do Imposto de Renda sobre os ganhos de capital em vendas de bens móveis e imóveis. A nova expansão da carga tributária ocorre poucos dias após a introdução de mais tributos nas vendas pela internet - a estratégia do governo petista é tentar superar a grave crise de endividamento através do maior peso na arrecadação. Analistas criticam a medida alegando que mais impostos irão sufocar a economia nacional, que já sofre com a retração da indústria e o aumento no desemprego.
Imagem: Jornal Rio das Ostras

De acordo com o artigo veiculado pela Exame, o aumento no tributo foi implementado através da Medida Provisória 692. O texto ainda deverá ser aprovado pela presidente Dilma Rousseff, antes de ter validade como legislação. As novas alíquotas do imposto irão ser de 15% para os bens vendidos a menos de 15 milhões de reais, e chegará a 22,5% para as vendas com valores superiores a R$30 milhões. O governo tinha o objetivo de ampliar ainda mais a tributação, alcançando todas as vendas com valores maiores que R$1 milhão, mas a ideia inicial não foi aprovada pelo legislativo - a administração petista acusou os representantes de "não realizarem justiça tributária".

Em plena recessão, o governo já aumentou a alíquota do ICMS - conforme notícia veiculada pelo portal G1, em 12 de janeiro - em 20 estados, sobre itens relacionados com telefonia, cosméticos, bebidas alcoólicas e cigarro. Ao mesmo tempo, a indústria automobilística sofre retração expressiva: em 2015, a produção de veículos caiu mais de 25%. A produção industrial, em geral, sofreu retração de 8%, e o país ainda é afetado pelo rebaixamento aplicado pelas agências de classificação de risco de crédito Standard & Poors e Fitch, que acreditam na permanência do Brasil em situação de crise, ao longo de 2016. 

A ampliação nas alíquotas dos impostos e a criação de novos tributos prejudica principalmente as pequenas e médias empresas - o ICMS interestadual é um caso particularmente devastador para os proprietários de pequenos empreendimentos que buscam realizar vendas pela internet. 34% das companhias de menor porte suspenderam essa modalidade de vendas, após as mudanças que entraram em vigor em 2016.

Vídeo - matéria discute burocracia imposta a pequenas empresas que fazem vendas pela internet:



sábado, 20 de fevereiro de 2016

Joice Hasselmann - jornalista critica aumento de impostos e afirma que situação econômica ficará pior, em 2016

Em vídeo publicado ontem, dia 19, em seu perfil oficial na rede social Facebook, a jornalista Joice Hasselmann discutiu a atual crise econômica pela qual o Brasil passa - a analista afirma que o governo tenta explicar a situação grave alegando que o país está sofrendo as consequências da crise econômica internacional. Para Hasselmann, as declarações do governo são enganosas, e as demais nações do mundo crescem, até mesmo obtendo resutados positivos no controle do desemprego e da inflação - como é o caso observado nos Estados Unidos, onde os preços dos combustíveis alcançaram baixas históricas em 2016, e o desemprego voltou aos níveis anteriores aos registrados após a grande crise de 2008.
Imagem: Folha

Conforme notícia veiculada pelo jornal norte-americano The New York Times e também publicada em 9 de fevereiro pelo site Gazeta Financeira, nos Estados Unidos, em dezembro, foram criados 250 mil postos de trabalho. Em janeiro deste ano, também houve redução no desemprego, ainda que mais modesta do que ocorrida em 2015: mais de 150 mil novos empregos foram registrados, dado que levou a maior economia do mundo à menor taxa de desemprego desde 2008: 4,9%. Os dados da economia dos Estados Unidos refutam as alegações da administração Dilma Rousseff, que insiste em culpar a crise internacional pela recessão no Brasil. 

Segundo o vídeo divulgado por Joice Hasselmann, em 2016, a expectativa é de agravamento do quadro brasileiro: o desemprego tende a aumentar, a renda poderá diminuir, a inflação vai aumentar e a dívida brasileira também irá se tornar maior, superando os 70% do PIB - para a jornalista, o dado é alarmamente porque o governo atual não possui credibilidade diante dos investidores internacionais. A atual crise já levou ao rebaixamento do Brasil pelas agências de avaliação de risco de crédito Fitch e Standard & Poors - esta chegou a lançar nota avisando que a recessão brasileira irá se manter ao longo de 2016.

Veja o comentário de Joice Hasselmann sobre a crise econômica:



Pessoal, entenda porque criar mais impostos vai levar o Brasil ainda mais pra o buraco. E as mentiras do governo em relação à crise internacional. Espia, saiba a verdade e compartilhe!
Publicado por Joice Hasselmann em Sexta, 19 de fevereiro de 2016

A colunista também criticou a atual política do governo Dilma, voltada para tentar atenuar o endividamento brasileiro através do do aumento da carga tributária: o aumento na burocracia e nos custos para as vendas pela internet levou inúmeros comerciantes a abandonarem essa modalidade de negócios. Conforme notícia publicada pelo Jornal da Globo, até 2015, as lojas que faziam vendas pela internet pagavam apenas um imposto - agora, podem pagar até três.

Vídeo: aumento na tributação sufoca negócios que utilizam comércio pela Internet

34% das empresas de e-commerce suspenderam suas atividades
34% das empresas de e-commerce suspenderam suas atividades por conta da nova forma de tributação.Lixo de governo...Curta João Lima e Movimento Contra Corrupção
Publicado por João Lima em Terça, 16 de fevereiro de 2016



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Racionamento de energia leva centros comerciais venezuelanos a abrirem apenas 4 horas por dia

De acordo com matéria publicada hoje pela rede de comunicação britânica BBC, a atual crise está forçando lojas a funcionarem apenas metade do expediente, na Venezuela - o funcionamento por 4 horas por dia tornaria possível atender às exigências de racionamento impostas pelo governo bolivariano, que alega criar as limitações em decorrência de problemas ambientais. A restrição, na opinião dos lojistas, irá levar à redução de empregos e à piora da situação econômica venezuelana, já fragilizada - a situação da disponibilidade de energia também deverá afetar outros setores, uma vez que a companhia estatal responsável pela eletricidade anunciou interrupções diárias do fornecimento. A notícia também foi publicada pelo portal Free Republic.
Fila para entrada em loja, na Venezuela
Imagem: Reuters

Conforme a notícia veiculada pela BBC, "o funcionamento pela metade do expediente permitirá às lojas se adequarem ao racionamento imposto pelo Estado. O governo informou que uma grande seca provocada pelo El Niño levou reservatórios de 18 hidrelétricas venezuelanas a níveis perigosamente baixos, o que justifica a política oficial de cortes. Na opinião de um dos representantes da associação dos varejistas, a redução da horas de atividade levará à redução de empregos - a empresa estatal responsável pela energia elétrica determinou cortes no fornecimento duas vezes por dia, entre uma e três da tarde e, novamente, entre as sete e as nove da noite".

Respondendo ao sistema de dois cortes diários oferecido pelo governo, um representante da associação dos varejistas venezuelanos (Cavececo) propôs a ideia de "abrir as lojas mais tarde, ao meio-dia, e fechar às sete, economizando cinco horas de uso diário de eletricidade". O governo, conforme a agência de notícias britânica, ainda não respondeu à proposta.

A BBC informa que "o corte da eletricidade à noite ou o fim do expediente no começo da noite são duas propostas que irão ter um impacto enorme nos negócios". Conforme Mleidys Galves, funcionário de uma pizzaria no shopping center Líder, de Caracas, "é justamente à noite que as lojas têm picos de circulação de clientes, quando as pessoas saem para comer". Para a BBC, o sistema de turnos - que será eliminado com a redução drástica das horas de atividade - terá fim, e afetará 75% dos postos de trabalho no comércio. O governo está solicitando cortes não apenas às empresas: residências também deverão ser incluídas no sistema de racionamento (de água). 

A rede de comunicação norte-americana CNN aponta que a economia venezuelana está "se desfazendo". No dia 20 de janeiro, o site do veículo apontou, em reportagem, que a economia do país chefiado por Nicolás Maduro encolheu 7,1% no terceiro trimestre de 2016. Foi o sétimo trimestre de atrofiamento consecutivo, desde 2014. No final de setembro de 2015, a inflação chegou a 141%, e o aumento nos preços tende a se agravar com a queda na produtividade trazida pela crise energética. Conforme a avaliação do Fundo Monetário Internacional, a inflação poderá chegar ao nível de 204% no final de 2016.

Crise de desabastecimento na Venezuela - país criou limitações para compras em mercados, Crise econômica agora afetará varejistas - até 75% da força de trabalho poderá ser atingida pela redução no período de trabalho
Imagem: Forbes
Leia sobre as mudanças implementadas pelo novo governo argentino, com o fim do governo socialista de Cristina Kirchner

Leia sobre as medidas tomadas pelo governo de Nicolás Maduro contra oposicionistas eleitos

Leia sobre a atual crise econômica brasileira e a recessão na América Latina

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Indústria automobilística sofre perdas - produção de carros cai mais de 25%

De acordo com o site da revista Exame, a insdústria brasileira viveu em 2015 o pior momento de sua história, com destaque para as perdas registradas pelo setor automobilístico. A produção industrial, em geral, teve encolhimento de mais de 8%, no ano passado, e continuará a enfrentar perdas e redução de investimentos ao longo de 2016 - conforme a agência de avaliação de risco de crédito Standar & Poors, a América Latina sofrerá encolhimento de 0,3% em sua economia, enquanto o Brasil terá perda de 0,2% - a produção de carros sofre perdas significativas, com retração de 25,9%.
Imagem: Época


O único setor da indústria que teve alta foi o de extrativos o avanço foi de 3,9% em 2015, em relação a 2014. Máquinas e equipamentos foi um setor que registrou redução importante (14,6%), assim como produtos de metal (11,4%). A avaliação feita pelas agências de classificação de risco é que o cenário nacional é agravado pela queda significativa nos preços do petróleo, que desempenha um papel importante na economia nacional. Outras economias da região também sofrem com a tendência, como Bolívia e Venezuela. O Brasil também é afetado negativamente pelo escândalo de corrupção e pela alta dívida pública, que afetam a credibilidade do país diante de investidores internacionais.

Indústria automobilística sobre as piores perdas. Avaliação é que a produção industrial no Brasil passa por seu pior
momento, e que o desmantelamento não significa que o país está se tornando mais eficiente
Imagem: Jornal NH 
O portal G1 informa que o peso da atividade industrial sobre o PIB chegou a um nívei tão baixo quanto o que havia no Brasil antes da industrialização, há mais de 70 anos. Ainda conforme o site de notícias, o desmantelamento industrial não significa que o país está se tornando mais eficiente e voltando recursos para setores de alta tecnologia - pelo contrário, significa que a nação está praticamente privada de sua indústria e também não tem qualquer perspectiva de ingressar na nova fase do progresso produtivo. A situação do Brasil, assim como a crise observada na Rússia, levou alanistas internacionais a cunharem uma nova expressão - os "Ticks", ou conjunto de países que substituem os "Brics" como nações mais promissoras e com maiores potenciais para atrairem investimentos. Os "BRICs" seriam integrados pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, enquanto a nova expressão substitui "Brasil e Rússia" por "Taiwan e Coreia do Sul".